Foz do Iguaçu (Paraná - Brasil)

Por Graciela Mayrink

Chegando em Foz... e Free Shop

Chegamos em Foz do Iguaçu na segunda-feira (4 de novembro de 2019) no meio da tarde, deixamos as malas no hotel e fomos para o Free Shop logo após a fronteira com a Argentina.

Para ir até lá é super tranquilo, não precisa passar na imigração, o Free Shop fica assim que atravessa a ponte da Fraternidade. Fique de olho nela, pois as laterais são metade verde e amarela e metade azul e branco, simbolizando qual parte pertence a cada país.

O Free Shop é muito grande e diferente dos encontrados em aeroportos, com várias opções de importados, principalmente perfumes e bebidas. Mas nosso objetivo era comprar pistache com pimenta da marca Wonderful, no qual somos viciadas (risos).

 

À noite, jantamos na Marias & Maria, uma confeitaria fofa e com produtos deliciosos! O dia inteiro, eles servem café colonial (que percebemos ser muito concorrido, não parava de chegar gente para comer!). Nós optamos pelo jantar, que sempre tem 2 opções de proteína, acompanhada de arroz, feijão, salada farta e batata frita. Pedimos 2 pratos para nós 3 e ainda sobrou comida! Os preços são bem abaixo do Rio de Janeiro e você pode pagar com real.

Compras no Paraguai

Na terça-feira (5 de novembro), foi dia de compras no Paraguai. Para irmos até lá, tratamos na noite anterior com um taxista indicado pelo hotel. Ele já está acostumado a fazer essa viagem, meu pai já foi várias vezes com a empresa dele. Há também a opção de vans. Pela praticidade, decidimos pelo táxi. Combinamos horário de saída e de volta com ele e atravessamos a Ponte da Amizade, que separa o Brasil do Paraguai. O taxista nos deixou na porta do Shopping Del Este, logo depois de cruzarmos a ponte. Ali, olhamos as lojas, pesquisamos preços e fomos para o Shopping Paris, que fica atrás do Del Este. Antes, demos uma olhada na Outlet Collections, em frente ao Paris e cheia de bonecos Funko, mas não encontramos os que estávamos procurando, então partimos para o Paris. Mas se você curte Funkos, não deixe de ir nesta loja. Os preços são os melhores que encontrei no Paraguai e há muita variedade.

 

No Shopping Paris, olhamos as lojas do primeiro andar e já fizemos algumas compras. Fomos para o Shopping China, uma loja gigante dentro do Paris, que vende praticamente de tudo! Parece um free shop gigante. No próprio Paris fizemos um lanche no Cafe Bonjour, um lugar muito fofo e com uma empanada maravilhosa. No Paraguai, assim como no Free Shop da Argentina, você pode pagar tudo em real.

Algumas opções boas de lojas para comprar também são: Nissei (se você quer comprar celular, seja Samsung ou iPhone, é o lugar ideal, onde sempre achamos os melhores preços), Cellshop (para comprar praticamente tudo, é tipo o Shopping China, mas na vertical) e Shopping Iguaçu (para qualquer utensílio de cozinha).

Fique atento para as pessoas nas ruas perguntando para onde você vai ou se precisa de orientação. Agradeça e siga em frente. Nossa sugestão é olhar primeiro o mapa da região e anotar direito onde quer ir, para não parecer "perdido". Claro, tome os cuidados que você teria em uma cidade grande, mas pode ir tranquilo, não é uma região perigosa. Só não pode dar bobeira.

 

Às 14h, encontramos com o taxista, que nos levou de volta para o hotel. Tomamos um banho e descansamos um pouco. À noite, jantamos no Locada, o restaurante do hotel, que serve buffet de antepastos e pratos quentes.

Cataratas do Iguaçu

Na quarta-feira (6 de novembro), fomos conhecer as Cataratas do Iguaçu. É impossível descrever o quanto maravilhoso é o lugar. Por mais bonitas que as fotos e vídeos sejam, não fazem jus ao que realmente é. Se você não conhece e tiver uma chance, não pense duas vezes: vá!

Estacionamos o carro no parque, compramos o ingresso e embarcamos no ônibus de 2 andares que leva os visitantes até o primeiro local de admiração das cachoeiras. É tudo muito organizado e rápido, não se preocupe se tiver fila, vem um ônibus atrás do outro, você não vai esperar muito.

 

DICA: há guichês para compra dos ingressos, mas elas ficam grandes, então um pouco antes dos guichês, eles colocaram totens de venda. Compramos por lá porque havia apenas 3 pessoas aguardando. Você pode comprar também pela internet, mas chegando lá tem que entrar na fila para trocar o ingresso, então não quisemos essa opção.

Assim que você desembarca do ônibus, já dá para ver as primeiras cachoeiras. Você fica maravilhado, são lindas, deslumbrantes, tira várias fotos, mas não sabe que, mais para frente, elas vão ficar tão sem graça quando chegar ao local da queda principal. Mas curta o momento, vale cada segundo de admiração. Não tenha pressa. Vimos várias pessoas estressadas, apressando os acompanhantes para andarem logo. Reserve uma parte do dia pelo menos para apreciar tudo com calma, tire várias fotos, faça filmes, mas fiquei observando a paisagem também, aproveite cada segundo para absorver tudo na mente. Afinal de contas, você está ali para isso!

 

Há um caminho para você ir descendo até a queda principal, com vários pontos de observação para todas as cachoeiras que existem. Se tiver alguma dificuldade de locomoção, pode ir direto para o final das quedas, onde há um elevador panorâmico para descer até as quedas principais (tudo isso é explicado durante o percurso). Você somente não irá ver as outras quedas, mas mesmo assim valerá a pena, pois verá as maiores e mais bonitas.

 

Fomos descendo com calma, tirando várias fotos, fazendo vários vídeos e apreciando cada momento. Tudo muito lindo, limpo e organizado. E quando chegamos na passarela que leva até bem pertinho das quedas principais, percebemos que o parque é feito de forma inteligente: você começa pelas menores, mas que ao primeiro olhar parecem as mais bonitas que já viu.

 

DICA: leve capa de chuva, pois ao passar pela passarela que leva até quase dentro das quedas principais, você com certeza irá se molhar dependendo do vento. Ficamos na dúvida se colocávamos ou não as nossas, até percebermos as pessoas voltando molhadas de lá. Vende capa no local, não perguntamos o preço, mas se tiver em casa, já leve na mala.

 

Nesse ponto, ficamos bastante tempo, admirando tudo o que podíamos e queríamos. Como falei antes, vá com calma, sem pressa, para aproveitar bem o momento e o lugar. A passarela que leva ao centro das quedas é longa, mas quando você chega ao final a vista é espetacular. Você está ali, no centro de tudo, com quedas para todos os lados. Não tem como descrever o cenário e a sensação. Curta cada segundo e sei que estou sendo repetitiva, mas várias pessoas iam rápido, tiravam fotos e voltavam, sem aproveitar o momento ali. Veja tudo até ter certeza de que jamais esquecerá a cena. Não tem como falar "veja tudo até enjoar" porque é impossível enjoar dali.

 

Quando sair da passarela, vá até o deque mais à frente, onde você fica do ladinho de uma das quedas principais, bem ao lado das Cataratas. Lindo! Depois suba para a parte de cima. Se você não se importa em andar, vá pela rampa e não pelo elevador, pois há outro deque antes do superior, onde você consegue fazer novas fotos, vídeos e curtir ainda mais o visual deslumbrante. Depois vá até o superior, encontrando quatis e lagartos pelo caminho. No deque superior, a vista é deslumbrante e sim, estou sendo repetitiva porque os adjetivos estão acabando (risos). Ali, você vê o rio vindo, formando as quedas principais, tudo visto de cima. Maravilhoso!

 

Há um restaurante e uma lanchonete com várias mesas com vista para o rio, e lojinha de souvenir após as últimas quedas, próximo ao lugar de embarque para voltar. No total, ficamos cerca de 4 horas no parque.

 

Ao sairmos das Cataratas, fomos almoçar na Marias & Maria. Quer dizer, nosso pai almoçou, pois eu e Flávia não resistimos ao café colonial. Andamos um pouco pelas ruas do centro, curtindo a cidade. Há uma grande variedade de comércio por ali. Depois, voltamos para o hotel e pegamos o carro para irmos novamente ao Free Shop comprar algumas coisas (e mais pistache, claro!). De noite, eu e Flá comemos um hambúrguer na Burger 'N Roll, que fica no lobby do hotel, e meu pai foi novamente ao Locada para a mesa de antepastos. O legal é que a Burger 'N Roll entrega no restaurante, então esperamos nosso hambúrguer ali e jantamos junto com nosso pai. Depois abri um pacote de pistache para comer com o vinho que estávamos bebendo.
 

Marco das Três Fronteiras

No último dia em Foz, fomos ao Marco das Três Fronteiras, que, como o nome já diz, é onde as fronteiras do Brasil, Argentina e Paraguai se encontram. Estávamos muito empolgadas para ir até lá e amamos o lugar! Ficamos impressionadas que nem todo mundo que vai até Foz, faz este passeio. Como assim? Você tem a chance de ver as 3 fronteiras se encontrando e não quer ver? Assim que soubemos que podíamos ir até lá, não pensamos duas vezes!

 

Tudo lá é fofo, limpo, bem sinalizado, auto-explicativo e muito organizado. Chegamos um pouco depois do almoço e estava vazio. Foi bom porque conseguimos tirar várias fotos em todos os pontos interessantes, aproveitando ainda a luz do dia e a ausência de "intrusos" nas fotos. Entre os pontos para tirar foto, há uma placa com os nomes dos três países em formato de setas, indicando onde fica cada fronteira, uma praça linda com um chafariz em torno do marco do Brasil e também um espaço com mini-marcos dos países, no formato que cada um é. Dá para ver de longe onde fica o da Argentina e do Paraguai também. Para quem vai com crianças, tem um parquinho para elas se distraírem.

Ficou até difícil escolher as fotos depois, porque tudo é extremamente "fotogênico", mas a foto com a placa indicando em qual direção está cada país é a clássica. Depois, ficamos curtindo a linda vista para o rio, onde os três países se encontram, e sentamos nas mesas de piqueniques espalhadas por ali - há algumas opções de alimentação. Houve uma breve apresentação de falcoaria um pouco antes do pôr-do-sol e, depois que o sol se escondeu atrás do Paraguai, fomos embora, com tristeza de sair de um lugar que amamos.

DICA: se você quiser tirar zilhões de fotos sem ninguém atrapalhando, chegue um pouco antes do horário do pôr-do-sol. Percebemos que muitas pessoas vão até lá para este evento - afinal por toda a Foz tem cartazes dizendo que o pôr-do-sol lá é belíssimo -, então quando vai se aproximando do final do dia, o Marco fica mais cheio e se formam filas para tirar fotos na placa e nos marcos.

Parque das Aves

Na primeira vez que estivemos em Foz, não fomos ao Parque das Aves. Mas decidimos conhecer o local na segunda viagem à cidade, no dia 17 de novembro de 2021. E valeu muito a pena!

O parque das aves é uma espécie de santuário para pássaros e répteis recuperados de tráfico e maus tratos. Lá, eles recebem todos os cuidados que precisam e, se estão aptos, são reintegrados à natureza. Um trabalho muito lindo, que está tentando salvar várias espécies da extinção.

No dia que fomos, o parque abria às 9h. Chegamos logo após este horário, foi bem tranquilo e deu para ver muito bem as aves, pois elas tinham acordado há pouco tempo e estavam com fome. =)

Antes de entrar no parque, eles pedem que você passe repelente, então é bom levar um na bolsa, ou você terá que comprar (superfaturado) no local. Se esquecer de levar água, não se preocupe, há bebedouros por todo o trajeto.

Assim como nas cataratas, a dica principal é: vá com roupas e calçados confortáveis e leves. Você vai andar (e muito) por dentro da mata atlântica, bastante úmida. Saímos suadas, mesmo estando um dia nublado e fresco. Todo o trajeto é a céu aberto, então tente ir em um dia sem chuva.

Há um caminho que você percorre e vai vendo os bichinhos. Eles ficam em viveiros imensos, onde você entra e depois até esquece que está dentro deles, parece que está em uma floresta admirando os pássaros. O que nem deixa de ser verdade.

Os pássaros já estão acostumados com a presença de humanos, então muitos chegam perto, mas por favor, obedeça às regras do parque e não toque nos animais. Respeitar é fundamental em um lugar desses. Aproveite para admirar a beleza deles e da natureza e tirar zilhões de fotos e fazer vídeos. Vai ser uma experiência única.

No parque, você vai encontrar vários tipos de pássaros como araras, tucanos, papagaios, corujas, gaviões, urubus e por aí vai. São várias espécies (há uma lista no site do parque, caso deseje pesquisar: parquedasaves.com.br/especies). Para quem vai com criança, todo o passeio vale a pena, em especial a área dos periquitos, onde você pode pagar R$ 10,00 e alimentá-los - eles te dão uma pázinha com sementes, você segura e os periquitos voam até você para comer. Mas se a criança tiver medo, não aconselho, porque alguns pássaros podem subir pelo braço. É fofo demais, mas para uma criança pode ser assustador.

Há alguns répteis também, como cobras, jacarés e tartarugas. Tivemos a sorte de chegar na hora em que uma tartaruga estava colocando ovos, uma cena linda demais! Foi mágico.

As araras são a grande atração do parque, o viveiro delas é cheio, quando tem muita gente, um funcionário coloca comida e atrai elas para perto do público. Elas chegam bem perto mesmo, sem medo algum, então rende várias fotos e vídeos lindos. Além de poder contemplá-las voando de um lado para o outro.

Terminamos o passeio um pouco antes do meio-dia, então vale reservar entre 1h30 a 2h para conhecer o local com calma. Almoçamos na lanchonete que tem no parque, há pratos executivos (escolha do nosso pai) e também sanduíches (claro que fomos nestes).

Não deixe de incluir estes passeios no seu roteiro para Foz. Você não vai se arrepender!

Rotas com Sabor