Raleigh (Carolina do Norte - EUA)

Por Graciela Mayrink

Cidade grande com cara de interior

Sabe aquela cidade grande que mais parece do interior, onde todo mundo é muito simpático, as casas são fofas e as coisas são longes, mas você chega rápido? Acho que posso dizer que Raleigh é assim. Logo que chegamos, no dia 13 de fevereiro de 2020, nos apaixonamos.

Viemos para Raleigh por ser a capital da Carolina do Norte, por estar no meio do nosso caminho para Washington e, principalmente, por ser a casa do Carolina Hurricanes, um time de hockey que mora nos nossos corações. O Canes, como é carinhosamente conhecido, não é nosso time favorito, mas sempre gostamos dele e nosso carinho aumentou na temporada passada, quando os jogadores começaram a fazer comemorações após as vitórias em casa. Algumas pessoas acham isso ridículo, mas nós adoramos, eles criaram uma conexão maior com a torcida e ganharam muitos admiradores. Agora, quando eles jogam em casa e vencem, é algo especial.

Assim como Tampa, Raleigh é uma cidade onde um carro se torna necessário. Também não sei como é o sistema do transporte público aqui, sei que tem metrô e ônibus conectando vários bairros, mas se puder, alugue um carro. A cidade é toda cercada por rodovias, o que facilita ir de um ponto ao outro, já que você não pega trânsito, mas deixa tudo muito longe. Mas o máximo que andamos foi uns vinte minutos de um ponto ao outro, então é um distante perto.

 

No dia em que chegamos em Raleigh não fizemos muita coisa porque já era de noite, mas fomos até um shopping em frente ao hotel comprar besteiras e procurar uma bolsa transparente. Em algumas arenas dos Estados Unidos só é permitido entrar com bolsa transparente, por questão de segurança, e em Raleigh é assim. Não encontramos a bolsa e deixamos isso para o dia seguinte.

 

No dia seguinte era o jogo e antes dele fizemos uma peregrinação em algumas lojas e shoppings. Aproveitamos para conhecer North Hills, uma espécie de bairro fofo com uma mistura de shopping a céu aberto. Não encontramos a bendita bolsa, que acabamos nem precisando porque nossas calças tinham vários bolsos para colocar nossas coisas, mas encontramos muita coisa boa pelo caminho, como uma legging por 3,00 dólares e o sorvete de sanduíche da M&M e o sorvete do Twix por apenas 1 dólar. Então, no final, acabamos lucrando. =) 

Fomos cedo para a PNC Arena, a casa do Canes, porque pensamos que as pessoas ficavam por ali como no jogo do Lightning, mas não tinha praticamente ninguém por lá. Fomos para a loja deles para esperar a hora do jogo contra o New Jersey Devils. Para saber mais, clique aqui.

No sábado, nosso dia foi cultural. No centro de Raleigh há dois museus um em frente ao outro: o de Ciências Naturais e o de História, e a "praça" que liga os dois é linda e agradável de andar. Não passe rápido por ali porque há muita coisa para apreciar e aprender. Ao lado deles, há um estacionamento onde você pode parar o carro de graça aos finais de semana.

 

Nosso primeiro destino foi o North Carolina Museum of Natural Sciences. A entrada dele é gratuita, mas eles sugerem uma doação, então se você for lá, não seja muquirana e deixe nem que seja 1 dólar para o museu. Nós gostamos muito dele, é todo interativo e é o programa das famílias em um sábado frio em Raleigh. São três andares divididos por seções e muito fácil de andar e entender tudo. Ficamos por lá cerca de duas horas e a fome começou a bater. Como nossa road trip é toda baseada em comida hahahaha saímos do museu e fomos comer.

 

No nosso roteiro havia indicação de um lugar para comer frango frito, que nós amamos, e era pertinho, então fomos até lá, mas estava uma fila gigante e a espera seria de 40 minutos. Como a fome já estava braba, decidimos ir até outro lugar onde queríamos muito comer, e ainda bem que a fila do anterior estava grande porque a troca foi perfeita.

Todo site, blog, revista, folheto que eu vi de Raleigh antes de visitarmos a cidade indicava o The Pit Authentic Barbecue, onde almoçamos, e eu sabia que precisávamos comer lá. Nem fica longe dos museus e a comida estava simplesmente divina: pedimos uma porção dupla de brisket, mais parecida com a carne assada de panela que temos, costela, couve de bruxelas e quiabo frito. As carnes do The Pit ficam assando/cozinhando/defumando por várias horas até desmancharem na sua boca. Tudo estava uma delícia, mas a costela merece um destaque à parte. Foi a melhor que já comi na vida e ainda estou sonhando com ela. Definitivamente esse lugar vai receber uma visita nossa sempre que voltarmos a Raleigh. Ah, e vale destacar que eles ainda oferecem de cortesia um delicioso biscuit para cada pessoa e várias bolinhas fritas que não conseguimos identificar se era de batata, queijo ou milho ahahahahaha mas estavam muito boas.

Depois de almoçarmos, ficamos andando pelo centro de Raleigh, que é todo fofo, porque queríamos conhecer melhor a cidade, e nada melhor do que andar, andar, andar por ela para sentir tudo que tem para oferecer. Fomos até o mural Welcome, tiramos fotos e depois voltamos para a parte dos museus, para visitarmos o North Carolina Museum of History. Ele é menor que o de Ciências, mas é muito legal.

 

Nós adoramos história e esportes, e no terceiro andar dele fica o North Carolina Sports Hall of Fame, nossa primeira parada neste prédio. Ali você pode conhecer mais sobre os principais atletas e times do Estado, tudo interativo também. Depois, percorremos as exibições de história, que são bem legais. Há uma exposição de brinquedos das décadas de 50 e 60 (e um pouco dos anos 70), um espaço representando uma antiga drogaria, mostrando como os remédios e balas eram comercializados (e com uma lanchonete dentro, como era há anos e anos atrás), e também conhecemos um pouco mais sobre o passado da Carolina do Norte em uma ala onde conta a história do Estado.

 

Amamos cada segundo dentro dos dois museus e, se você também é fã de esportes e curte história, vale a pena fazer uma visita.

O domingo foi nosso último dia para fazer algo em Raleigh. Acordamos e fomos até Apex, uma pequenina cidade a uns 20 minutos de onde estávamos. Ela é bem pequena e sua parte histórica compreende apenas um quarteirão, mas queríamos muito ir lá porque ela é fofa demais e amamos tudo que é fofo.

Apex parece saída de um cenário de série de TV. Andamos por seu pequeno quarteirão, tiramos fotos, ficamos apaixonadas por cada centímetro dali. Mas como ela é pequena, fizemos Apex rapidamente, então de lá fomos comer, porque já estávamos com fome, claro.

 

A escolha foi o Wilson's Eatery, que fica em um lugar bem legal e que queremos voltar depois. É uma espécie de armazém onde fizeram vários bares e restaurantes, com estacionamento gratuito e muitas escolhas para deixar os indecisos loucos. Como fomos lá com o prato determinado, não demoramos a nos deliciar com o pimento cheese (o do Wilson's foi eleito um dos melhores do país). Amamos queijo e pimenta e queríamos experimentar a mistura tão comum no sul dos EUA. O Wilson's é no esquema de você pagar, esperar a comida ficar pronta e se sentar onde quer, sem garçom atendendo. Decidimos sentar do lado de fora, mesmo estando um pouco frio, porque era algo mais diferente e agradável. Pedimos o Pimento Cheese & Pork Cracklins (uma espécie de torresmo parecido com um baconzitos, só que maior e mais gostoso) e um Grilled Pimento Cheese (queijo quente de pimento cheese). O Grilled estava maravilhoso e os Cracklins eram muitosssssss. Tudo deu para nós duas com fartura.

De lá, seguimos para o jogo do Canes contra o Edmonton Oilers, nosso principal compromisso do dia. Para saber mais sobre o jogo, clique aqui.

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