Road Trip Columbus a Atlanta

Por Flávia Mayrink

A volta para casa antecipada...

Alugamos o carro em Columbus (Ohio) com devolução em Nashville (Tennessee), mas nem imaginávamos que, ao iniciarmos esta viagem, estaríamos começando nosso retorno ao Brasil.

Em Columbus, a vida ainda estava normal, digamos assim. Conseguimos passear, ir a restaurantes, interagir com as pessoas. Mas no dia seguinte que saímos de Ohio, tudo mudou: restaurantes, lanchonetes e bares foram fechados no estado. Felizmente, já estávamos no Kentucky.

 

Saímos de Columbus no domingo, dia 15 de março de 2020, com destino a Louisville, a cidade que abriga a famosa corrida de cavalos Kentucky Derby. Louisville entrou no nosso roteiro por ser no meio do caminho entre Columbus e Nashville, mas assim que a incluímos, já ficamos animadas em conhecer esta cidade.

 

Chegamos ao hotel Hawthorn Suites by Wyndham Louisville/Jeffersontown no final do dia, então só lanchamos e fomos descansar. Na segunda-feira, faríamos turismo pela cidade, mas os planos não saíram conforme imaginamos.

Fomos até o centro histórico de Louisville para conhecer a região, que parecia ser muito bonita. Até chegarmos ao local e estacionarmos o carro, percebemos como as ruas estavam desertas, já em decorrência da crise do coronavírus. Fomos andando até o centro de informações ao turista, mas durante o caminho nos sentimos quase que andando em uma cidade abandonada. Então, ao sairmos de lá, resolvemos voltar ao hotel: não nos parecia seguro passear por aquelas ruas tão desertas - você pode verificar o quanto elas estavam vazias nas fotos desta postagem, que foram todas tiradas em Louisville.

Isso também nos ajudou a tomar a decisão de interromper a road trip e voltar ao Brasil. Imaginamos que as cidades futuras da nossa rota, principalmente as da Califórnia, estariam iguais ou piores. Não havia sentido viajarmos se tudo estaria fechado, inclusive restaurantes. Como nossa passagem de volta ao Brasil era partindo de Atlanta (Geórgia) e estávamos perto, a volta para casa parecia ser o mais lógico.

Não conseguimos conhecer Louisville como havíamos planejado, mas a cidade se encontra entre Columbus e Nashville, rota que com certeza faremos novamente, já que voltaremos nas duas cidades para jogos da NHL.

 

Na terça-feira, dia 17 de março, viajamos até Nashville, onde deveríamos devolver o carro e ficar nos próximos 3 dias, mas nem descemos na cidade, apenas estendemos o aluguel do carro até o dia seguinte, para devolvê-lo em Atlanta. Como o caminho era longo e já estávamos cansadas mental e fisicamente, dormimos em Chattanooga, ainda no Tennessee, quase na fronteira com a Geórgia - a ideia era ficar o mais perto possível de Atlanta.

 

Chegamos no meio da tarde, nos instalamos no hotel e saímos para comer algo e fazer umas últimas compras. Neste dia, todas as lanchonetes e restaurantes dos Estados Unidos já estavam funcionando apenas para delivery ou take out, então compramos nosso jantar e voltamos para comer no hotel. Arrumamos as malas e fomos dormir, pois no dia seguinte queríamos chegar cedo no aeroporto: nossa passagem era apenas para o dia 28 de abril, mais de 1 mês depois, então o receio era não conseguirmos vaga em algum voo até o final da semana.

 

Acordamos cedo, tomamos café da manhã e partimos em direção a Atlanta no dia 18 de março de 2020. A viagem, desde que saímos de Columbus, foi tranquila, as rodovias já estavam bem mais vazias, com pouquíssimos carros, praticamente só caminhão. Nossa sensação era a de estar dentro de um desses filmes de apocalipse, final do mundo, desastre, onde os personagens precisam desesperadamente chegar ao aeroporto ou algum lugar seguro, para fugir do caos e da destruição. E, para completar, ainda estávamos indo para Atlanta - quem assiste The Walking Dead vai entender a referência!

 

Apesar da situação, não estávamos desesperadas para fugir, porque queríamos terminar a viagem, mas não havia sentido, então o melhor era esperar o mundo voltar ao normal para prosseguir. Neste ponto, o que importava era estarmos seguras, e foi por isso que voltamos.

 

Imaginamos que o aeroporto estaria um caos, mas, para nossa surpresa, estava muito vazio. Muito mesmo. Nunca vimos um aeroporto internacional importante, ainda mais nos EUA, tão vazio quanto estava o de Atlanta. Fomos até o guichê e, felizmente, conseguimos lugar no voo para o Rio naquele dia mesmo. Então, só nos restou esperar para partir.

 

Não foi como planejávamos, queríamos ir até o final, mas, como disse acima, a única coisa que importava era chegarmos seguras em casa. A saúde sempre em primeiro lugar! E estamos felizes por conseguirmos isso. O resto da viagem pode esperar! E, brevemente esperamos, iremos retornar para continuarmos de onde paramos.

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