Tampa (Flórida - EUA)

Por Graciela Mayrink

A casa do Lightning

Bem, se você não sabe do que estou falando, me acompanhe mais um pouco que descobrirá. Juro que tentarei de tudo para que não fique entediado.

Ah, Tampa... Há tempos sonho em vir para as bandas de cá da Flórida, e não é por causa do Busch Gardens. Esqueça as rodas gigantes, Tampa é a casa do Lightning, um dos melhores times de hockey da atualidade. E o time do meu coração! #GoBolts

Quem acompanha o site, sabe que o Rangers nos trouxe para o mundo do hockey, mas que o Lightning arrebatou meu coração. E vir para Tampa teve um significado muito especial. Mas nem só de hockey vive a cidade e as redondezas. Tampa e sua bay area (e praias!) têm muito a oferecer, e precisaríamos de muitas semanas para desbravar tudo, depois de passar cinco dias por lá, a sensação é de que não percorremos nem 60% de tudo que a região tem a oferecer. Então, escolhemos algumas partes para a primeira road trip e vamos deixar o restante para as outras viagens, porque sim, voltarei nesse lugar muitas e muitas vezes.

Para andar por Tampa e a região que a cerca é quase que necessário alugar um carro, principalmente se você planeja fazer as praias também. Não sei o quanto o transporte público por ali funciona porque não pesquisei sobre isto, acredito que seja bom já que todos os EUA são feito para também ser percorrido de ônibus, metrô, watertaxi, mas você vai gastar muito tempo com isso pelo fato das regiões serem separadas uma das outras por longas pontes, então se tiver a condição de alugar um carro (dinheiro e mais de 25 anos com carteira de motorista), a melhor opção é um carro.

 

Chegamos na região no domingo 02 de fevereiro de 2020 à tarde, e era o dia do Super Bowl. Depois de fazermos o check-in no Island House Resort Hotel, local escolhido para nosso "quartel-general", fomos até a Garrison Tavern assistir o jogo. Queríamos um sport bar, para entrarmos no clima do país e começamos com o pé direito.

Nosso segundo dia na cidade seria dedicado às praias. Ao menos era o que pretendíamos fazer, mas passamos tanto tempo no centro histórico de St. Petersburg que não conseguimos ir até a areia (risos). A ideia era ir primeiro para Clearwater Beach, mas quando saímos do hotel, já estávamos com fome, então decidimos ir até a Hooters almoçar. Quisemos visitar a lanchonete por ser a loja original da franquia. De lá, fomos para o centro histórico de St. Petersburg e andamos pelo calçadão que tem ao longo da baía. Se decidir conhecer a região, ande pela Bayshore Dr e volte pela Beach Dr., as ruas mais próximas à baía. O local é lindo e agradável, onde as pessoas praticam esportes, passeiam com os doguitos ou fazem piqueniques. Ficamos um tempo por ali, tirando fotos e apreciando a vista, muito relaxante. Depois, andamos pela Central Avenue, onde há vários restaurantes, lanchonetes e lojas. Tudo muito fofo e agradável que nem vimos a hora passar. Fomos até a Swah-rey para comprar uma torta de banana, considerada uma das melhores da região (muito boa mesmo) e uma s'more bar.

Depois, fomos até o Capital Tacos, eleito o terceiro melhor taco dos EUA. Como amamos comida mexicana, era uma parada obrigatória para nós. O taco é grande e maravilhoso, vale a pena experimentar! E as paredes ainda eram recheadas de fotos dos jogadores do Lightning, então me senti em casa. De lá, fomos para o John's Pass Village and Boardwalk, um calçadão de madeira que tem em Madeira Beach, e um lugar muito legal também. Cheio de lojas e restaurantes, bom para fazer uma parada prolongada. Foi lá que provei um dos melhores sorvetes da minha vida: o de Marsh-Mallow S'more na Kilwin's. Se tiver a chance, prove também, você não vai se arrepender.

Depois de bater pernas por ali, chegou a hora de voltarmos para o hotel porque no dia seguinte aconteceria o evento mais importante da nossa road trip: o jogo do Tampa Bay Lightning contra o Vegas Golden Knights.

 

No terceiro dia, fomos até Clearwater Beach, passear pelo píer, tirar fotos e curtir a bela vista. O sol cooperou e conseguimos apreciar a que é considerada uma das melhores praias dos EUA.

De lá, fomos para o centro de Tampa para curtir toda a movimentação para o jogo de hockey. Como era o primeiro da nossa "hockey road trip" e ainda nossos dois times jogando um contra o outro, queríamos curtir cada segundo desse evento especial para nós. Ficamos em frente a Amalie Arena, a casa do Lightning, tirando fotos dos banners gigantes dos jogadores e ainda fomos filmadas para a transmissão do jogo, pois eu estava com a camisa do meu time e a Flá de Vegas. O cinegrafista achou tão legal que pediu que sentássemos em uma cadeira do Bolts para que ele fizesse uma tomada nossa. Ainda não consegui encontrar a imagem na internet, mas eu estava morrendo de vergonha (para saber um pouco sobre o jogo, clique aqui).

Em nosso quarto dia em Tampa, visitamos o centro histórico Ybor City (a pronúncia certa é "ebor") para conhecer mais sobre o lugar onde as fábricas de cigarro surgiram, tornando Tampa o que ela é hoje. O bairro é todo fofinho e a parte histórica abrange basicamente as avenidas 7, 8 e 9 entre as ruas 13 e 19, mais ou menos. Foi por elas que andamos. A primeira parada foi no Columbia Restaurante, o mais tradicional do lugar, que existe desde 1905 sem alteração no cardápio! Ele opera em um casarão com 5 grandes salões com capacidade para receber mais de mil pessoas. O lugar é lindo! E prepare-se para comer muito: pedimos o prato mais tradicional: o sanduíche cubano e a salada da casa, mas pedimos o combo de meia porção para cada uma e era enorme! E antes eles ainda servem um pãozinho (grande) da tradicional padaria La Segunda, com uma manteiga divina. Tudo estava uma delícia, mas eu ainda precisava provar a torta de limão, uma sobremesa bem tradicional na região. Eu amo torta de limão e a do Columbia não me decepcionou.

Depois de comer muito, fomos caminhar pelo bairro para gastar as calorias do almoço. Tiramos várias fotos e gravamos stories (não deixe de acompanhar nossos Instagrams), andamos pelo Centro Ybor, um shopping a céu aberto que ocupa uma parte de um quarteirão das 3 avenidas que compõe a região histórica, e fomos até o José Martin Park, um pequeno parque em homenagem a esse soldado que morreu na guerra pela independência de Cuba. Uma curiosidade: esse pequeno pedaço de terra pertence a Cuba, então você "entra" em Cuba por Tampa.

Mas talvez o mais interessante de Ybor City seja a peculiaridade do lugar: há galinhas soltas pelo bairro, andando por ali como se fosse o quintal da casa delas. O que literalmente é! Todas as galinhas (e galos e pintinhos) são descendentes das que viviam pelo local há mais de 100 anos atrás, e já se tornaram parte do bairro. Então, andar por Ybor é como voltar no tempo: galinhas de um lado, o bonde passando de outro e construções antigas de tijolinhos por todos os lados. Amamos tudo!

De lá, fomos para Hyde Park Village, outro shopping a céu aberto. O lugar é lindo e é uma vibe totalmente diferente de Ybor City. Em Hyde Park você vai encontrar restaurantes e boutiques chiques. Novamente, andamos pelo lugar e tirei foto na porta de garagem (que antes eu achava que era uma parede) escrita "Tampa Bay". Se quiser tirar foto também, ela fica na Swan Avenue com a South Dakota. Terminamos a noite no Green Lemon, um restaurante mexicano que definitivamente você não pode deixar de ir quando for a Tampa. Mas chegue cedo porque ele fica lotado de noite.

Nosso último dia foi todo e exclusivamente para o centro de Tampa. Como fomos para o jogo do Lightning contra o Penguins, decidimos ir mais cedo para almoçarmos no Sparkman Wharf, que fica pertinho da Amalie Arena. Comemos por ali, depois fomos andar pelo Riverwalk, o que vale a pena você fazer. É uma espécie de calçadão, mas bem diferente do que temos no Brasil, que acompanha o rio: de um lado a água e do outro os prédios, uma bela visão por todos os lados.

 

Em frente a Amalie Arena tem o Cotanchobee Fort Brooke Park, um parque que vale belas fotos, e nele há o Tampa Bay History Center com uma filial do Columbia, se quiser matar as saudades do sanduíche cubano. Andando pelo Riverwalk mais um pouco para o norte, em frente ao Convention Center, há uma plataforma flutuante, onde se consegue boas fotos também, mas se estiver ventando tanto quanto no dia que fomos, cuidado com o equilíbrio porque não há onde se segurar! Nós andamos por ali alguns horas, e voltamos para comer novamente no Sparkman Wharf (sim, nossa viagem é basicamente montada em cima de hockey e comida), mas de uma outra vez vou fazer o Riverwalk do começo ao fim.

 

Como estava ventando muito, o que dificultava andar rápido, precisamos voltar porque a hora do jogo se aproximava. E, naquele dia, o Lightning era mais importante do que o passeio. Como não nos incomodamos em andar muito, voltamos para o Sparkman Wharf e comemos o frango frito do Splitville. O restaurante é bem legal, tem pista de boliche e pratos deliciosos. Havia muitos torcedores de ambos os times, que foram ali para curtir uma boa comida e esperar a hora do jogo. De lá, nosso destino final foi a Amalie Arena (para saber um pouco sobre o jogo, clique aqui).

Após chegarmos do jogo, estávamos nos arrumando para dormir quando recebi no celular um alerta de tornado passando pela área de Tampa. Levamos um susto porque o celular começou a apitar. Ligamos a TV na mesma hora e logo depois começou a chover e ventar muito. Durante o dia todo havia ventado, mas de noite o vento aumentou consideravelmente. Ficamos acompanhando pela TV até tudo estar bem e o tornado ter deixado a região. Felizmente, não foi nada muito forte e não houve acidentes, apenas um andaime caiu em uma das vias de acesso à cidade.

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