Washington (D.C.)

Por Graciela Mayrink

Uma cidade para se conhecer a pé

Prepare o tênis ou qualquer outro calçado confortável que você usa em viagens e vamos andar! Washington é excelente para caminhar e nem preciso dizer que amamos os dias que passamos lá. As calçadas são amplas, bem cuidadas e os quarteirões são grandes, mas tudo muito agradável. Sério, esqueça ônibus e metrô, coloque um calçado confortável e tente andar o máximo que conseguir, para desbravar e conhecer bem o lugar. Estávamos muito empolgadas para visitarmos a cidade, que respira história e política.

Chegamos lá no final da tarde do dia 18 de fevereiro de 2020, uma terça-feira, após uma linda viagem pela Skyline Drive, entregamos o carro no aeroporto e pegamos um Uber até o hotel, que ficava em Foggy Bottom. Comemos algo ali perto e fomos descansar para a maratona que ia começar no dia seguinte.

DICA: não use carro em Washington, os estacionamentos são caros e nem tão fáceis de encontrar. Use transporte público ou ande a pé pela cidade.

Na quarta-feira, nosso primeiro dia de passeio pela cidade, deixamos reservado para fazer toda a parte do National Mall entre o Washington Monument e o Lincoln Memorial. O National Mall vai do Lincoln Memorial até o Capitol e é basicamente onde ficam quase todos os museus e memoriais da cidade e, como o Washington Monument fica mais ou menos no meio dele, decidimos começar por ali. Você pode subir até o topo do monumento e é algo que eu estava muito animada para fazer, mas Flavitcha tinha algumas ressalvas. Ela tem medo de altura e estava receosa se ia curtir o passeio. Bem... chegamos lá por volta das 10h20 e a visitação era a partir das 9h. Em frente à entrada do monumento tem uma casinha e você pode retirar o ingresso gratuito ali. Pegamos para às 11h30 e decidimos neste meio tempo andar até a Casa Branca, que fica ali em frente.

DICA: chegue cedo para pegar seu ingresso para subir no Washington Monument. Como é de graça e são poucas pessoas por vez, os ingressos costumam acabar logo pela manhã. Mesmo que você pretenda subir mais tarde, não deixe para próximo da hora (você pode escolher o horário que quer subir), principalmente em época de alta temporada: eles esgotam rápido! Você pode também comprar pela internet, neste caso custa apenas 1 dólar.

A Casa Branca (The White House) é onde o presidente mora e trabalha e você não consegue chegar muito perto, só dá para tirar fotos e filmar da praça que tem ali em frente (The Ellipse), mas por trás você consegue uma visão melhor, da Lafayette Square (fomos lá no dia seguinte). Existe um tour dentro, onde você conhece algumas salas da Casa Branca, mas não fomos porque não é o tipo de programa que nos atrai.

Depois de tirar fotos da Casa Branca, voltamos para subir no Washington Monument, que é em homenagem ao período em que George Washington era general, e não presidente, e os guias deixam isso bem claro desde o início da visitação. Demora um pouco para entrar porque o esquema de segurança é grande e você tem que tirar casaco, a bolsa passa pelo scanner, etc. etc. etc... Uma observação: não pode subir com alimentos que não estejam lacrados e nem líquidos, o que inclui água.

 

A subida é rápida e, ao chegar lá em cima, recompensada pela bela vista da cidade. A divisão do lugar é muito bem feita, pelas áreas da cidade: norte, sul, leste e oeste. Em cada um dos lados, há duas grandes janelas para observação da paisagem, com marcações nos principais pontos turísticos. Após subir, você pode ficar o tempo que quiser lá em cima, mas como o espaço é pequeno, as pessoas acabam não demorando muito. Eu amei a visita, mas Flavitcha não curtiu tanto. Na descida, o elevador para em alguns andares para você observar as pedras que cada estado enviou para a construção do monumento. Muito legal! (Flavitcha não achou, ela desceu de olhos fechados hehehehe)

Seguimos para o Memorial da Segunda Guerra Mundial (World War II Memorial), que fica em frente ao Washington Monument e é enorme. Ele é composto por um grande círculo com duas torres nas extremidades laterais, uma lembrando as batalhas do Pacífico e outra as do Atlântico, e por várias colunas altas de pedras representando cada estado dos EUA e uma fonte no meio. Ao fundo, há uma parede cheia de estrelas douradas, que vai de um lado ao outro da fonte. Cada estrela simboliza 100 soldados mortos ou desaparecidos na guerra.

 

Atrás da parede de estrelas, está a Reflecting Pool e fomos andando ao longo dela para chegarmos ao Lincoln Memorial, parando nos memoriais da Guerra do Vietnã.

Lincoln Memorial é um tributo ao ex-presidente, com uma estátua dele de mármore de 5,8 metros e colunas inspiradas no Partenon da Grécia. Tiramos várias fotos ali e decidimos dar a volta nele para vermos o rio ao fundo, quando avistei a Arlington Memorial Bridge e comentei com a Flá que podíamos atravessar a ponte ao invés de pegarmos o metrô para irmos ao US Marine Corps War Memorial, e ela sugeriu fazermos logo o passeio. Como não nos importamos em andar muito e já estávamos ali perto mesmo, decidimos ir até lá.

A Arlington Memorial Bridge é bem agradável de andar, com uma calçada larga para pedestres (e até alguns bancos para descanso ao longo dela!) e sai em frente ao cemitério de Arlington, onde militares e ex-presidentes estão enterrados, mas não fizemos este passeio, pois também não nos atrai. O que nos interessava era o US Marine Corps War Memorial, dedicado aos fuzileiros navais. Foi uma caminhada tranquila, cerca de 25 minutos até lá, e o memorial é belo e imponente, vale a visita. É uma estátua baseada em uma foto muito famosa de fuzileiros levantando a bandeira dos EUA, e que virou um símbolo da Segunda Guerra.

CURIOSIDADE: É o único lugar de Washington que pode-se ver em linha 3 monumentos famosos: o Capitol, o Washington Monument e o Lincoln Memorial.

DICA: Para saber mais sobre a foto na qual o memorial é baseada, assista o filme Flags of Our Fathers (em português: A Conquista da Honra), que conta toda a história por trás dela.

Voltamos pelo mesmo caminho, atravessando a linda Arlington Memorial Bridge e chegando ao National Mall, onde passamos pelo Memorial dos Veteranos da Guerra da Coréia (Korean War Veterans Memorial), o D.C. War Memorial, que parece um coreto gigante (e é muito lindo), atravessamos a Independence Avenue e visitamos o Martin Luther King Jr. Memorial, que tem o perfil do ativista político gravado em uma grande pedra. Esta parte do outro lado da Independence Avenue fica em um parque chamado Tidal Basin e, de frente para o memorial do Luther King, há um lago que aparece em quase todos os filmes e séries rodados em Washington, principalmente os de espionagem e política. Se você já assistiu algum deles, vai reconhecer. Andamos por ali, é muito agradável e bonito, e fomos até o Franklin Delano Roosevelt Memorial, onde tem uma estátua do ex-presidente e seu cachorrinho.

 

Continuamos margeando o lago e atravessamos a Ohio Drive Bridge para visitar o George Mason Memorial, um dos "pais fundadores" dos EUA e cujas ideias moldaram a Declaração de Direitos do país. O lugar é muito bonito, mas vazio; foi o único monumento em que éramos as únicas pessoas. Ele fica bem atrás do Jefferson Memorial, dedicado ao ex-presidente Thomas Jefferson, então é fácil ir de um para o outro.

Chegamos ao Jefferson Memorial já no final do dia e o visual com o pôr-do-sol estava lindo! Visitamos o memorial, que estava em obras, mas não deixa de ser grandioso, e de lá seguimos para o Wharf.

Eu amo os "Wharfs" dos EUA, são todos turísticos, com vários restaurantes, lanchonetes e belas vistas, e o de Washington foi o que eu mais gostei até agora. Ele é muito fofinho, digamos assim, agradável e com várias opções para comer. Não deixe de ir, é um ótimo local para terminar a noite.

Depois de comer, voltamos caminhando ao longo do National Mall pela Constitution Avenue até a 23rd Street, que era próxima do nosso hotel. O lugar é seguro e movimentado de noite e foi uma ótima forma de terminar um primeiro dia maravilhoso na cidade.

DICA: Todos os monumentos/memoriais que estão no National Mall valem a visita, então, se tiver como ficar alguns dias em Washington, tire ao menos dois deles para fazer toda a parte do National Mall com calma.

Depois de caminharmos tanto na quarta-feira em Washington, estávamos com medo de como íamos acordar na quinta, segundo dia de passeio pela cidade, mas a empolgação era tanta que nem sentimos nossas pernas doendo. E lá fomos nós, para mais um dia de muita caminhada.

Desta vez, ao invés de irmos pelo National Mall, decidimos andar nas ruas de dentro e irmos até a Lafayette Square, para tirarmos fotos do outro lado da Casa Branca. É bem mais vazio que na praça The Ellipse, onde a maioria dos turistas vai, por ser em frente ao Washington Monument, e você consegue fotos mais próximas (e mais bonitas) da Casa Branca.

 

De lá, seguimos para a primeira parada do dia: o National Archives Research Center, que é a sede da Administração Nacional de Arquivos e Registros. Você pode visitar uma área dele, onde há vários arquivos antes secretos, mas que agora estão disponíveis. É muito legal, foi um dos lugares que mais gostei na cidade! Você pode ver a Declaração da Independência e a Constituição original dos EUA, que é o lugar mais concorrido da visitação, então chegue cedo ou tenha um pouco de paciência para conseguir ver de pertinho os dois documentos. Tem também a carta que Eisenhower enviou para as tropas aliadas antes do desembarque do Dia D, filmes da Segunda Guerra, e vários outros documentos interessantes. Se você curte história e política, vá com calma porque dá vontade de ler tudo que tem lá dentro. Só não pode filmar nem fotografar nada!

Em frente a ele tem o National Gallery of Art – Sculpture Garden, um lindo jardim cheio de esculturas (e até a palavra AMOR em português!). Ficamos um tempo por ali e seguimos para o Museu Nacional de História Natural (Smithsonian National Museum of Natural History), que fica ao lado e tem entrada gratuita. O museu é grande, bem legal e muito similar ao de Nova York.

Depois de visitarmos o museu, fomos comer no Penn Quarter Sports Tavern e seguimos para a Capital One Arena, onde aconteceu o jogo de hockey do Washington Capitals contra o Montréal Canadiens. Para saber como foi o jogo, clique aqui.

Na sexta-feira, passamos pela Woodrow Wilson Plaza, que é uma praça cercada por prédios federais e a estação do metrô Federal Triangle e que tem uma praça de alimentação embaixo.

 

Depois, fomos andando ao National Mall para terminarmos a segunda parte dele. A ideia era visitar primeiro o Capitólio, mas não pode entrar com nenhum alimento, nem água, no prédio, e nós estávamos com as garrafinhas cheias (e algumas deliciosas amêndoas defumadas) na bolsa, então decidimos andar até a Suprema Corte dos Estados Unidos para tirarmos fotos da linda fachada do edifício.

Ao lado da Suprema Corte, fica a Biblioteca do Congresso e, MEU DEUS, que prédio lindo por dentro! Sério, vá visitar! A vontade é morar lá dentro (momento fofura), tiramos várias fotos do teto, colunas, escadas, portas. Você quer fotografar e filmar tudo porque é tudo muito lindo! O teto é todo desenhado, as colunas são trabalhadas e você pode ver, através de um vidro, a biblioteca (maravilhosa!), que é aberta para consultas.

Lá de dentro, há um acesso subterrâneo para o Capitólio, e seguimos por ele. Eu achei o prédio bem sem gracinha e sem muita coisa para ver. Não sei o que esperava dele hahahahah, mas depois da Biblioteca, meio que perdeu a graça. Ele é muito bonito por fora, mas por dentro é um prédio mais normal, digamos assim. Havia algumas sessões para assistir, mas nenhuma nos interessou, então voltamos para o National Mall e fomos até o Smithsonian Castle, onde funcionam os escritórios administrativos e o centro de informações da Smithsonian Institution. O prédio é muito fofo, no formato de um castelo, e você pode entrar e obter informações e mapas. Atrás dele há um lindo jardim.

Saindo de lá, fomos comer e voltamos para o hotel, novamente andando pelo National Mall.

DICA: Sempre que possível, passeio pelo National Mall, de dia ou de noite. Vá lá todas as vezes que tiver um tempinho.

No sábado, decidimos ir até Georgetown para andar por este bairro fofo. Nosso hotel era pertinho e dava para ir a pé. Se estiver mais longe e não quiser caminhar tanto, basta pegar o metrô até a estação Foggy Bottom, saltar ali e ir andando pela Pennsylvania Avenue, é bem tranquilo.

Chegando lá, andamos pela M Street, que é uma continuação da Pennsylvania, apreciando a arquitetura linda dos prédios e curtindo o lugar. Fomos até a 34th Street e viramos à esquerda, para irmos até a beira do rio, atravessando a Alexandria Aqueduct Footbridge, que é uma ponte pequena e fofa. Ali, haviam algumas cadeiras e mesas, tiramos várias fotos e depois fomos até o Georgetown Waterfront Park, na beira do Rio Potomac. O lugar é muito legal e agradável, como em todos os parques ao longo de rios nos EUA. Andamos por ele até o The Washington Harbour, que é uma espécie de shopping com restaurantes e lanchonetes, mas sem lojas.

Depois de andar por Georgetown, voltamos pelo mesmo caminho, mas ainda eram 15h, cedo demais para voltar para o hotel, então fomos novamente ao National Mall, curtir mais um pouco o lugar. Fomos visitar o Museu Memorial do Holocausto (United States Holocaust Memorial Museum), que ainda não havíamos conseguido ir. Se for até lá, recomendo pegar um mapa, pois achei o museu um pouco confuso de andar. Não tiramos fotos lá, por respeito às vítimas.

Ficamos no National Mall até escurecer e voltamos para o hotel.

Domingo foi nosso último dia na cidade que tanto amamos e já estávamos com saudades, mesmo antes de irmos embora.

O dia foi dedicado ao jogo de hockey do Washington Capitals contra o Pittsburgh Penguins, que aconteceu de tarde. Estávamos muito empolgadas, pois os dois times são grandes rivais e sabíamos que seria um jogão. Para saber como foi, clique aqui.

A arena do Capitals fica em Chinatown e tiramos fotos do lugar antes de sairmos de lá. Como o jogo acabou cedo, de lá fomos para o National Mall, como sempre, mas desta vez para nos despedirmos dele.

 

Visitamos a The Lockkeeper's House, a construção mais antiga do National Mall. É uma casinha de pedra linda, construída em 1837, época que o sul da 17th Street era um porto e a Constitution Avenue era um canal. Ela fica na intercessão dessas duas ruas.

 

Andamos pelo Constitution Gardens, um lugar que havíamos passado apenas de noite. Os jardins são lindos e ficam paralelos a Reflecting Pool. Tiramos várias fotos, curtimos mais um pouco de Washington e, quando começou a escurecer, voltamos para o hotel tristes por deixarmos a cidade, mas sabendo que em breve voltaríamos.

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